Fixo pra divulgação!

30 11 2009

Ah!, reiterando o que havia dito antes, aqui vai mais um tópico pra divulgação do livro… QUE AGORA… está também disponível no CLUBE DE AUTORES!

Pra ler com os olhos primneiro e conferir em PDF sem pagar nada (afinal, vai que vc n gosta, vê mesmo que n vale a pena, e nem passa do índice!!!):

*** DOWNLOAD do PDF ***

Pra comprar pelo Clube de Autores e ler com as mãos (que é caro, mas é sempre mais gostoso haeuhaieuhae – não… e olha a sacanagem: optei por receber 1,00 real por livro só! aheiuheaiuae, mas n dá nada…)

*** PRA COMPRAR ***


OBS: O arquivo “pra baixar” tá meio confuso mesmo porque eu fiz correndão pra colocar no blog. Já o que eu imprimi o livro está tudo certinho!
(obrigado pelo comentário Aron! =D)





Da Experiência do Neo-Anonimato

30 11 2009

Essa semana, a que passou, sim, essa agora, de antes de ontem
foi uma lenta formação de images alheias
[peut-être un experiènce du dehors]
- a partir de focos
de veios correntes;
pequenas escoliações de lava.
…mim.
Combinando datas e suplantando fôlegos internos
a visão do outro (que já nem pode ser chamado de espelho) me apeteceu, irrompeu e vazou pelas camadas e subcamadas da linguagem.
Foi se lambusando e sublimando em uma lassidão aos avessos,
num relento adotado,
num ensaio nú cujo fotografo são os delicados dedos daqueles que gozam.
Tudo devido ao bendito livro, aquele que…, sim esse que aí em algum lugar adorna o mundo caótico nos novos anônimos.
A fixação do ontem a despir as vaidades
(e o auto-flagelo primordial já meio superado)
levantaram uma determinada âncora negra e rosea.
Que simplesmente agora irromperem dizendo coisa exaurida
em soluços daqueles que se conheçe ao soluçarem sempre a mesma coisa sempre duas-três vezes sempre.
Mas, mas mas mas… Aqui estou mais seco escrevendo envolto
Tateando sobre a grama dos meus desconhecidos conhecidos
um pezinho de meia
uma meiazinha sem pé
Uma meia meia de pé sem meio pé de meia
A palavra aleijda, obliterada, preta-fúcsia.

Nós, anônimos do excesso,
pescadores oculares de luz exagerada,
Bêbados pólipos do mar da imensidão,
Voltamos aos poucos a conversar com nossos calcanhres
HAHAHAHAHAH!!!
([grande sorrizo] mil gargalhadas amigos do há-de-vir)
Ele é que nos sustenta.

(a não ser que você seja um aleijão – e notem: isso não é um peixe!)

Ah! Quase me-ia-me esquecendo: Obrigado meus colegas ([pequeno sorrizo] – engraçado)… porque era só essa última fraque que intentava escrever.

….

 

Fonte: Deviantart - http://gkphoto.deviantart.com/

 





23

22 11 2009

Agora a palavra cala e o número assombra.
Mesmo sabendo, mesmo sabendo que isso não significa nada
E que a razão exata das contas e dos números
Leva a um luguar qualquer do inexistente!

Não é a hora do dia 23 que espanta… Bobagem.

A palavra cala.

O objetivo cola ao contrário traçando rugas no tempo
Bem quando o número se repete ano a ano
Abaixo da membrana do períneo…
Além do natal dos santos…
Aquém da existência do universo…
Ele, que me agoniza, o número, o 23,
Sempre estará lá enunciando uma alocação,
Envenenando outros que nascerão nessa data
Com os mesmos instintos que possuo.

Então a terra girará trezentos e setenta cinco dias solares
seis horas humans
nove minutos contrários
dez segundos avessos
e sabe-se lá quanto instantes divinos.
para que os bebês que virão não sejam brancos nem negros, mas coloridos
Numa escala de cores passadas e auroras eternas
comprimina nesse símbolo:
compreendida nesse molde:

Ah, 23! Ah, 23!

______





Buracos Negros

18 11 2009

Essa piração saiu depois que escrevi “Dos Signos”. É um complemento ao penúltimo post .
Uma pequena galeria somente com visões alternativas sobre o mesmo tema:

BURACOS NEGROS
(retirados todos do site deviantart.com)





Dos Signos

18 11 2009

Um pseudo-aforismo para a linguagem

Percebo ano a ano que minha falência diminui em número e aumenta em grau.
As visões dos estacionamentos ganham novas formas
Torneiam meus olhos com novas luzes.
Como um jogo de vai-e-vem contínuo
Entre o passado lembrado e o presente que julga.

É um exercício constante ler, reler, e mais propriamente ter ciência de ser lido.
O que não remete apenas a dedos
O que não remete apenas à traças de vidro
A mim, diminuem na quantidade
(que já não me importa)
E aumenta nos toques sutis e em decisões pautadas no outro
- Uma experiência que há pouco venho me permitindo.

Propriedades métricas,
Sobreposições de linguagem,
O caráter vaporizado da palavra
(dita, falada, xingada, cuspida, montada, suada, defecada)
Emenda o novelo de olhos que se forma
Delega a intenção ao concretizar.

Mesmo quem não se vale da física
E não cai na mão como o peso da maçã e da bola de chumbo
Segue um furor de gana feliz,
Rege num consciente interior
Cheio de escadas que sobem pro canto
E subsolos que dão para o teto
(como a mansão de meu amigo Jung).
Uma dádiva de consciência digestiva,
Assim é capaz de obliterar e alongar a percepção.
Expandindo-se!
- No exemplo poético: de dentro de uma Página em Branco.
- No exemplo filosófico: através de uma parede furada de buracos negros.
Os recheios:
Desejos
Senso
Casta
Valas que sugam onde ninguém se limita a sua ação.
Dando à intransigência do ato,
O dado do ser paliativo e a escolha, por exemplo,
Dos traços justos, das lógicas e das quebras.

Quando o espelho ganha dimensões entre vários cacos,
Ali a alma se vê refletida no interior
Cada um com suas considerações,
Cada pé em um rio de águas e volumes sempre distintos.
Da filosofia a entoação poética mais arbitrária, do signo ao enunciado:
Minha nódoa cora assim.





A Morte de Artêmio Cruz

13 11 2009

A morte de Artêmio CruzTá aí um livro que me rendeu um pesadelo. Há mais ou menos um ano eu leio “A Morte de Artêmio Cruz” e finalmente chego a seu final. Não que o livro seja pesado, chato, maçante. Não, não! Longe disso. É um livro delicioso de se ler e como há tempos eu não lia! Mas as circustâncias de sua leitura é que me tomaram tempo. Cada vez que pensava no livro me resignava, traía minha vontade de querer entender os joguetes do autor, a história, as verdades de ”Artêmio Cruz” (talvez não de Carlos Fuentes). Em resumo: uma vida de memórias em um leito de morte seco, amargo e cru.
Toda narrativa é dotada de uma consciência camaleônica. Não apenas artêmio morre. O livro morre com o personagem. É um daqueles romances obviamente sutis, como só me lembro de ter lido em Incidente em Antares de Érico Veríssmo. Empatam os dois autores (contemporâneos de seu tempo) nesse ponto: na sutileza óbvia que são a vida e a morte – Artêmio poderia até ser um dos cadáveres de Antares, delatando as podridões da sua carne, de seu tempo, política, e virtudes!
O modo como a narrativa ocorre é um deslumbre excepcional. A cronologia atemporal faz o leitor se perder deliciosamente num méxico magnético revolto em sua revolução, crencas e sábias impossibilidades (como qualquer canto do Brasil). E somente agora, somente quando escrevo esse mal-gosto, somente nesse fim que neguei tanto, compreendo Artêmio Cruz. Sinceramente? Não gosto dele. Não…
Enchergo nesse personagem a minha (e talvez a sua) forma desfigurada de vida. Mesmo munido de todas as peripécias e aventuras que se recheiam em suas jornadas ele é nada mais que um homem frouxo, um saco de merda ambulante, um ser que, como qualquer outro, confundiu-se na história e apenas fluiu. Numa sensibilidade primorosa, ao fim, devolveu à vida, e aos leitores de sua vida, a porcaria e o excremente que acumulou até o dia de sua morte. Sutileza contida no estômago. NECESSARIAMENTE, no estômago do personagem. O quarto mal ventilado, as quase-viúvas mesquinhas, os empregados, o padre constantemente amaldiçoado, um gravador (instrumento inegável da verdade) e a dor nos intestinos… Essa foi a morte de Artêmio Cruz.
Morte resignada que teima em vingar.
Leitura resiganda, minha, em encontrar esse ocaso.





Espectro

13 11 2009

Dias estão chegando e neles há um depósito de entulho! Um entulho de três e tantos anos. Mesmo sabendo que o o fosso é demasiadamente raso, ainda encaro esse dia que virá como uma ressalva na vida. Uma dobradiça. Há tanta ingenuidade. Tanta…
12/12 Logo, estarei milhares de kilômetros ao norte e ao leste e continuo carregando esse enfado. Que ele seja, pelo menos, uma bela visagem do que um dia sonhei…
.
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Amigos e amigas, irmão e parentes. Sei que minhas estupidices enchem o saco. Sei que minha maionese é bem viajada, mas deixa lá. Esquece que amanhã é sol.
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IHA!





Amarras de Cipó e Ceifa

11 11 2009

ou
O Conto do Lenhador

“Não há lugares que abracem tão bem minhas pequenas vontades quanto os campos verdes e as leves colinas nas margens dessas estradas que conduzem à minha casa. Um lugar imerso em tons aguçados de cores sempre presentes e cheiros inconfundíveis que misturam coisas da minha infância e o eterno – mesmo estando eu aqui apenas há um ano…”
Ele puxa o cigarro, acende. Um zipo daqueles prateados e lisos. Bafora, sentado no toco velho quase apodrecido por sabe-se lá quantas chuvas.
“Há uma inexplicável beleza rústica nesses pinheiros e até nesses morrinhos que tentam imitar montanhas gastas, nas nuvens crespas além das encostas e mesmo na terra recém molhada. Campos e campos sem fim!”
Bafora.
“Ah, o cigarro!”
Levanta, bate o pó da roupa, bate as mãos nas coxas, na bunda.
“Não sei por que diabos, logo agora, quero isso: que me devolvam o incômodo, meu desarranjo e minhas fúrias de antigamente!”
Segura o machado antes caído ao lado, joga no ombro. Olha o sol alto, limpa o suor da testa, cospe. Bafora.
“Ah, o cigarro!”
Ergue um pouco a calça caída pela cintura na parte de trás. Quase queima a bunda com a brasa. Confere as calças pra ver se não queimou. Não. Anda até a clareira.
“Aqui o sol e o vento, mesmo que muito fracos, amasiam qualquer ânsia como se fossem um sorriso leve, ou um palavra de carinho nunca ouvida. Seria idiotice querer longe essa calmaria, essa vontade de ceder… De ceder à natureza e à fascinação de seu farfalhar ilusoriamente eterno… Mas horas. Pro diabo com isso.”
Apaga o cigarro no cabo do machado, joga a bituca num canto sem mato.
“Meu interior deslancha em puro ego. Mas é que às vezes sinto como se ele agarrasse em raízes fundas e tentasse se prender no sopé de alguma ladeira velha, como essas tantas árvores a mim ainda pouco conhecidas. É um encanto, uma feitiçaria de bruxa correndo ao encontro duma natureza crua.”
Respirou com um vagar tão lento e cheio que por alguns momentos pareceu estático como a arvore a sua frente. Sintetizando o cheiro do sol, a textura do orvalho caído… Acertou o primeiro golpe no pé pinheiro.
“Ai de minha sina! Querendo o desalento na paz, sonhando pelo raio das nuvens ralas e altas, procurando o estorvo caótico nessa doce calmaria…
Mais um golpe.
“O que será dessa gente, onde prédios e canos de escape extirpam e regurgitam a beleza dos artistas? Como sinto falta…”
Mais uma machadada. Outra, outra e outra.

Quero que a cena não se perca: desde o início da história uma meninina o acompanhava. Uma garotinha de, mais ou menos, uns 3 anos de idade. Quieta. Talvez fosse sua filha, ou outra coisa. Uma indiazinha com os cabelos negros e lambidos na altura do ombro. Carregava uma fraldinha de pano sempre junto do nariz lambuzado. Volta e meia cutucava o lenhador.
Quando ele começou a derrubada, ela sentou no toco velho e lá ficou até irem embora. O ato do corte é que era muito interessante: Não parecia inflado com o gozo da morte, ou como se a floresta, ali, naquela hora, lhe desagradace. Ao golpear o pinheiro o homem parecia fazer pequenas incisões na crosta da árvore, como um cirurgião cortando a bisturi: tenaz e sensível. A seiva vazando aos poucos do pinheiro, que não era dos maiores, se misturava ao suor do lenhador, caía no chão de folhas e pinhas mortas e lá dançavam uma valsa aquosa junto do chão. Foi assim até o cair da árvore. Depois, cuidadosamente cortou as juntas dos galhos com o caule, quase não estalando os nós. Limpou os galhos e os emparelhou num canto da lareira pra pegar mais tarde, lenha pra fogo, talvez. Cortou novamente o tronco em uma, duas partes, prendeu o machado em uma das toras e jogou-as na caçamba de uma camionete velha que apenas agora me veio à cabeça. Fez sinal para a indiazinha, entraram no carro e se foram.

“Como sinto falta de lugares onde nenhuma natureza possa me conter.” É o que calculo que ele tenha pensado, enfim.





Um post comentado… Por rainhas, chapeleiros, lebres de março e uma menininha sonhando em seu quintal.

3 11 2009

Comentários são sempre novos versos; e prosas improvisadas e conversas soltas e sílabas ardidas são sempre coisas de louco…
Existem aqueles posts que comentam posts e aqueles comentários que comentam comentários sempre trazendo coisas novas e aumentando a história de uma conversa ou de uma idéia. Essa é minha idéia-idéia, e não fica longe do arquétido da Poesia do Imediato que já escrevinhei por aqui…
Bem… Lá vão alguns posts que comentei (apenas com a ressalva de terem sido criptografados por personagens de um livro que eu gosto bastante) =D

Primeiro vem o link original, depois aquilo que os espíritos dos livros comentaram.
DIVIRTAM-SE:

..

De muitos passos (por Aroncoiote)

Comnetado pelo Chapeleiro Maluco:
E se, ao invés de estar andando, encostado, em um muro, quem sabe, ele estivesse sobre o muro vagando? E se o relógio fosse pra frente e pra trás, ao mesmo tempo, privando esse sujeito das horas? E se, enfim andando no topo, o tempo vencido e o muro rendido, ele parasse. Seria impossível?
Ah, mundo, pra onde ele iria, pra onde ele iria?
Sabemos (ou sabem aqueles que conhecem o chapeleiro) que ele tem lá seus probleminhas com o tempo. Tem lá seus probleminhas com localização e tem lá seus probleminhas com chá. É sempre seis horas, afinal!

..

Fall (por Ricardo Jevoux)

Comentado por Alice:
Don’t u say that! heheheh. I’m Kiding (I’m a kid also). Everyone feel like this. And you wanna know something? I even enjoy those feelings. =D aehuaehiau. See u (along the queen’s castle)!
A danada nem se deu ao luxo de traduzir para o português. Essas inglesinhas são mesmo metidas. Todos sabem que ela gosta de quedas, quedas grande e em buracos apertados por onde só passam coelhos… Ou quedas laterais, como se pudessemos nos jogar através de espelhos e cair eternamente para os lados… Hunf!

..

(…) (por Lisiane Amarante)

Comnetado pela Rainha de Copas:
Odiar é uma palavra simples, como somente quem odeia pode conhecer… Cortem-lhe a cabeça, cortem-lhe a cabeça!
Um aforismo para outro aforismo. Acredito que os dois personagens estjema bem próximos, Nietsche e a Rainha de copas. Concordo até que cortar a cabeça do filósofo seria uma boa opção! (como eu sou mau!!! MUA HA HA HA)

..

O Cheiro dos Passos (por Flávio Umaguma)

Comnetado pela Lebre de Março:
Era exatamente isso que eu procurava. Um passo que exalasse o caminho a percorrer: que é um atraso, que é um querer em branco, que é uma corrida ao palácio, que é a vida, que é um jogo desregrado do ser…
É muito divertido “rebater” poesia com poesia. Parece um ping-pong de palavras. E o coelho fez isso bem ao seu estilo, rápido e sucinto. um pouco apressado demais, é certo, mas viver assim é somente para aqueles cuja cabeça sempre está em jogo!

..

..

Agradecimentos muitíssimo especiais a meu amigo de longa data, parça cervejeiro e vagabundo, Lewis Carrol, que me imprestou seus personagens para esse desparate.
ENJOY THE MOVIE CLIP of ALICE IN THE WONDERLAND (dirigido por Tim Burton e com Jhony Depp no papel do Chapeleiro maluco)





Às Moscas

26 10 2009

Tenho um projeto a curtíssimo prazo e cada vez mais ele toma  meus calcanhares e os engole enquanto eu, de um jeito ou de outro tento nadar pra fora. Em alguns meses ou me afogo ou me livro de toda essa lama. Desculpem os poucos que volta e meia enveradam pelo meu blog se não lhes trago, há tempos, nada de novo. Durante semanas ainda permanecerei assim, até que o horizonte nasça ao contrário e o equador esteja sobre os meus pés.
Essa viagem que farei não me deixa atravancado de tarefas, tampouco me preenche de infortúnios (que infortúnio), entretanto, esvai meu subjetivo de pretenções inúteis que… que… anestesiam grande parte de minhas vontades: como a de escrever, ler, etc. Há mais de dois meses não escrevo REALMENTE nada, não leio uma revistinha se quer. O que trouxe há poucos posts atrás são memórias já conhecidas de alguams pessoas e encontros literários de mim comigo mesmo no auge do gozo adolescente ante qualquer merda…

Assim, peço desculpas a todos e todas, mais especificamente à Lucy, Lisiane, Aron, Ricardo e Flávio (todos listados nos meus blogs preferidos) que quase sempre se dispuseram a escrevinhar seus comentáris aqui.

Assim fica meu blog por enquanto: