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Hoje acordei com a macaca. Em todos os sentidos dessa expressão. Até rolou um boato aí, idiota, de que alguns animais tinham fugido do zoológico do parque iguaçu e acabaram desaparecendo pelo matagal… Mas disso, a acordar com uma puta de uma macaca atochada em baixo das suas cobertas é demais!!! – e ainda por cima olhando com aqueles olhinhos amendoados e pidonchos que somente os animais mais audaciosos sabem fazer! Só me faltava abrir a boca e dizer “eu te amo”. Ah!!! “Foda-se” pensei eu “depois me viro com a macaca!”. O pior não era nem isso! O pior era acordar de mais uma noite de insônia e sonhos estúpidos recorrentes que me faziam perder o humor dia após dia (o pior deles, aliás, devo dizer, me amolava quase todas as noites reproduzindo as infindáveis horas de trabalho diário – o que me deixava puto, puto, puto). Como isso? Acorda-trabalha-come-trabalha-come-dorme não existe mais? É acorda-trabalha-come-trabalha-come-trabalha-acorda (ibidem simius peludus in letus)? Ah! Puta que o pario, viu! Enfim, cheguei novamente 15 minutos atrasado; a chefa me comendo os calcanhares com aquela cara de táboa que somente os chefes sabem fazer e precupando-se alhures (ela nem deve saber o que significa ‘alhures’) com as malevolências diabólicas e despóticas da sua babá “meu filho” dizia ela “você tem que entender que não posso deixa-lo assim nas….” Ah, vai se fuder! Ainda vou fazer uma crônica sobre essa doença excêntrica pela qual sofrem quase todas as mães que eu conheço de crerem que qualquer outra pessoa é menos capacitada para cuidar de seus filhos que elas próprias (o que na maioria homérica das vezes se confirma o contrário!). Quase disse: “minha macaca deve cuidar melhor dos filhos do que você”. Mas fiquei quieto. Foda-se a chefa também! Aliás, foda-se eu, já tomando a macaca por minha! Me fiz de desentendido e cumpri o dever diário pela sobrevivência do modo de vida e bem estar modernos e fui trabalhar (quem não quer uma casa limpinha; um dinheirinho pra comida boa e, geralmente, barata; transporte, nem que seja ônibus mesmo; anestésicos – internet, tv; um fim de semana decente – ao menos uma vez por mês; camisinha; e açucar?! Sim açúcar. Como diria uma grande amiga minha: “talvez o maior vício de toda humanidade”… Alguns incluiriam aí sal… Mas sal? Pf! No trabalho, o de sempre. Até escutei da secretária “você trabalha ou fica sonhando?”… “To repondo as horas”, disse eu, enigamaticamente e com uma cara de pessoa muito ciênte do que fala – o que a deixou horas pensativa. Pelo menos ri. Hehehe! Só no ônibus, voltando pra casa, depois de toda a estafa, lembrei novamente da macaca! Bendita macaca! O que eu faria com ela? Levaria pro zoo? Mataria, sei lá? Enterraria viva numa vala do boqueirão, que, aliás, era onde ela devia ter caído antes de chegar na minha casa! Quando chego, cansado, suado, doído, eis que me aparece a bendita chipanzéza (sei lá qual a raça daquele bicho), com avental na cintura, as mãos sujdas de farinha, espalhando um cheirinho de bolo recém assado pela casa. Abriu-me um sorrizo e disse: “eu te amo”… É a vida, amigos, a vida. Pelo jeito vou levar um tempo ainda acordando com a macaca!
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20 maio, 2011 no 20:27
Adorei ler, dei risada. Saudades de vc. bjs
21 maio, 2011 no 18:17
Oi Willy, fui eu que passei por aqui e deixei o recado.
Não sei que bobagem fiz e o comentário saiu como anônimo.
Bom te ler de novo. bjs
30 maio, 2011 no 16:27
INGRID!!!! que saudades molér!!!!
Quanto tempo. Pois estou sem internet, mas vou tentar aparecer mais. Obrigado por lembrar de mim! Super bjos!
23 maio, 2011 no 02:39
Quem é vivo sem aparece! Taí o velho e bom Willy de volta a ativa no blog. Só toma cuidado com essa Macaca que pelo visto ela tá apaixonada pra valer hehe
E como disse a caríssima Ingrid D. , bom ler de novo tuas coisas por aq.
Valeu!
30 maio, 2011 no 16:28
=) valeuzíssimo flávio! bom demais ler vc por aqui tb! Super obrigado! Akele abraço!
23 maio, 2011 no 02:40
digo: “sempre aparece” :S