Ascenção e a Queda dos Sugadores de Sangue

Vampiro

Gosto sempre quando o bom e o popular andam juntos numa relação de amor e ódio: como o canino que ataca e o pescoço que cede. Apesar dos olhares e do gosto mais “refinado” da literatura de cátedra, há muita coisa boa naquilo que realmente faz sucesso no sangue da literatura do “povão” (quando damos uma boa mordida) – se é que o povão brasileiro lê alguma porra.

A absurda realidade da literatura brasileira e principalmente dos leitores nacionais que em sua grande maioria só mordem mesmo os pescocinhos estranjeiros me leva irremediavelmente a essa busca mais sangrenta naquele campo. Por isso vou falar de ANNE RICE e de STEPHENIE MEYER.
1) ANNE: A muler-vampiro da Lousiana, adorada pelos góticos e ovacionada pelos coveiros de cemitério norte-americanos.
2) STHEFENI: A criadora de Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse.

Louis e Lestat (entrevista com o vampiro)

Louis e Lestat (entrevista com o vampiro)

A fantasia sempre expande a realidade e a alma dos vivente. É assim que satisfaz o ego curioso de nós, seres mundanos. Por isso, quando a fantasia nos morde, geralmente deixa transbordar um pouco do sangue que suga. Nos contorcemos e entrelaçamos com esse goz0. Então, a cada esquina começamos a nos deparar com o último por do sol, anjos de mármore que choram, seres de asas e pés descalços, demonios, anjos e vários, vários Vampiros.

Drácula Bram Stoker

Drácula Bram Stoker

Não há como começar sem atnes falar de Bram Stoker. Drácula (título do livro) é o canino primordial das histórias. Esse sujeitinho aproveitou a onda de misticismo crescente na europa industrial e reuniu num “diário” o conto mais conhecido de vampiros dos últimos tempos. Lá está drácula e seu nascimento, Jhonatan Harker e a tentativa de salvar a esposa e Van Helsing caçando o demonio em pessoa. Nessa história o vampiro ganha carnes e ossos, sangues e dentes, alho e cruzes… Desde a publicalção do livro de Stoker vampiro era daquele jeito e pronto!

entrevista com o vampiro

Entrevista com o vampiro

Anos e anos mais tarde Anee Rice faz expetaculermente bem o resgate desse gênero de narrativa. Com a publicação de Entrevista com o Vampiro, seres antes estáticos e metódicos em sua aparência e seus modos, digamos assim, exagerados, ganharam profundidade e peso, ânsia e gozo. Louis e Lestat revestem bem a trama como agonistas e antagonistas ao mesmo tempo se atraindo e repelindo continuamente. Louis, por exempo, é um vampiro “apaixonado” por seu lado humano, mas sucumbe ao seu “monstro” vampiresco. Lances sórdidos e pungenes ficam por conta da magnífica criança-vampiro Cláudia. (sempre insaciável). A trama é realmente envolvente e nos leva a uma busca afoita pelas revalações que teimam em chegar.

Cláudia

Cláudia

O livro acaba e detém-se aí. Deixa um gosto de quero mais típico daquelas fantasias boas de se ler. Mas não perca tempo procurando respostas no resto da obra. Tudo de bom que a autora fez em Entrevista com o Vampiro é jogado fora em sequências de livros que remetem a uma genealogia maluca da espécie (coisa que, depois de Tolkien, pra qualquer tipo de fantasia, fica sempre a desejar). A Rainha dos Condenados e o Vampiro Lestat, romances que vem logo a seguir, se perdem antes de terem encontrado um caminho coeso. A história fica sepulatada num caixão raso e empapuça numa narrativa enfadonha.

Crepúsculo

Crepúsculo

Entretanto é inegável que mundo dos vampiros deve muito a Anne Rice. A partir dela, vinculado ao sucesso crescente dos RPGs, nasce nesse gênero de jogo um tipo específico para o tema (Vampiro). Os filmes se desenvolvem e jorram como sangue na boca do morcego (Anjos da Noite, Blade, Van Helsing, Um Drink no Inferno) até “eclipsar” no sengundo ponto que mencionei: Stephenie Meyer. Sim. Ela mesma. A criadora de Eclispe, Lua Nova, Crepúsculo. Três sucessos que devem todo seu ônus àquela essa senhorita de cabelos brancos, diva norte-americana dos arrombadores de túmulo. Enquanto Stoker fixou o comprtamento dos vampiros, Anne Rice extirpou qualquer unicidade. Adaptou seu romance vampiresco para a realidade do mundo pós-industrial dos anos 80 onde o sexo e o prazer eram o “vale tudo” da vez (Por isso Cláudia foi o êxtase: era a única fadada ao eterno não-gozo).
Stephenie Meyer faz o mesmo  quando cria seus personagens: Adapta eles à realidade estúpidas dos jovens “desamparados” do mundo “pós-moderno”. que vêem no sofrimento a única forma da verdade… Talvez seja lembrada daqui algum tempo como a GRANDE CRIADORA dos VAMPIR-EMOS que brilham no sol… Cruz Credo! (procura por “vampiro emo” no google pra vc ver o que aparece… procura vai)

Vampiro EMO

Vampiro EMO

Dica de Vôo: Vale a pena (e o sangue) assistir:
*** 1) Drácula de Bram Stoker (de Francis Ford Coppola). Que faz juz à fama  do diretor e nos redime da maçante experiência de ter que ler o lvro (que é realmente chato!)
*** 2) Entrevista com o Vampiro: É fiel e rigoroso com o livro. Desde a relação quase homosexual de Lestat com seu “filho vampiro”, passando pelo desespero inumano de Loui atrás da verdade até o caráter diabólico de Cláudia em sua nociva busca pela auto-satisfação.
*** 3) Não perca tempo assistindo Crepúsculo ou qualquer um da série. (que nem eu fiz – kkk) Além de ser um filme chato, ver vampiros (que pra mim, são seres assustadores) chorando pelos cantos e brilhando feito purpurina quando aparece o sol… O DIABO QUE ME LIVRE!!!

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Sobre Willy Barp

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4 respostas para “Ascenção e a Queda dos Sugadores de Sangue

  • Ricardo Jevoux

    Willy, sensacional.
    Vc leu a minha mente. Eu estava falando do filme entrevista com o vampiro no dia que vc pôs esse post, mas só pude ler todo hoje.
    Enquanto eu ia lendo, como fã de carteirinha de Anne Rice, eu ia ficando com alguma coisa na ponta da língua pra comentar aqui, mas na próxima linha você complementava citando o que eu queria falar.
    Fora de série esse post!

  • Willy Barp

    Ow ricardo!
    Valeu mesmo!
    que bom que vc gostou
    achei que ninguém tinha lido isso!
    =D
    Abraço velhinho!

  • Thalita

    A cá eu mexendo no seu blog e li algo com “vampiros”…tive que continuar lendo xD *viciada* e concordo com vc (apesar de ainda ñ ter assistido o Crepúsculo, mas os comentários já me assustaram)…
    Enfim, adorei seu post =*

  • Willy Barp

    =D
    Valeu tali! Mas assista o filme. Pelo menos vc tira sua conclusão… Eu especificamente n curti mto, mas vai que …
    heheheheheh
    BJO!

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