Arquivo da categoria: A PENA NEGRA

Musicado

Não.

Há sim, som.

Não – não é mais.

E eu até queria, verdade, ver alguém que não vejo cheio de nãos passados – nãos.

Mal posso,

duvido.

E  se duvido já se foi, não é?

Como quando você pensa que falta alguma coisa na lista de compras e… bem…

Não é mais.

Há sim, o som – que é outra coisa.

Mas isso?

Somos mais

mas

mas

não existe

Me beija pra eu rir, depois a gente vê o que faz, tá tocando samba lá fora .

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A Morte de Artêmio Cruz

A morte de Artêmio CruzTá aí um livro que me rendeu um pesadelo. Há mais ou menos um ano eu leio “A Morte de Artêmio Cruz” e finalmente chego a seu final. Não que o livro seja pesado, chato, maçante. Não, não! Longe disso. É um livro delicioso de se ler e como há tempos eu não lia! Mas as circustâncias de sua leitura é que me tomaram tempo. Cada vez que pensava no livro me resignava, traía minha vontade de querer entender os joguetes do autor, a história, as verdades de “Artêmio Cruz” (talvez não de Carlos Fuentes). Em resumo: uma vida de memórias em um leito de morte seco, amargo e cru.
Toda narrativa é dotada de uma consciência camaleônica. Não apenas artêmio morre. O livro morre com o personagem. É um daqueles romances obviamente sutis, como só me lembro de ter lido em Incidente em Antares de Érico Veríssmo. Empatam os dois autores (contemporâneos de seu tempo) nesse ponto: na sutileza óbvia que são a vida e a morte – Artêmio poderia até ser um dos cadáveres de Antares, delatando as podridões da sua carne, de seu tempo, política, e virtudes!
O modo como a narrativa ocorre é um deslumbre excepcional. A cronologia atemporal faz o leitor se perder deliciosamente num méxico magnético revolto em sua revolução, crencas e sábias impossibilidades (como qualquer canto do Brasil). E somente agora, somente quando escrevo esse mal-gosto, somente nesse fim que neguei tanto, compreendo Artêmio Cruz. Sinceramente? Não gosto dele. Não…
Enchergo nesse personagem a minha (e talvez a sua) forma desfigurada de vida. Mesmo munido de todas as peripécias e aventuras que se recheiam em suas jornadas ele é nada mais que um homem frouxo, um saco de merda ambulante, um ser que, como qualquer outro, confundiu-se na história e apenas fluiu. Numa sensibilidade primorosa, ao fim, devolveu à vida, e aos leitores de sua vida, a porcaria e o excremente que acumulou até o dia de sua morte. Sutileza contida no estômago. NECESSARIAMENTE, no estômago do personagem. O quarto mal ventilado, as quase-viúvas mesquinhas, os empregados, o padre constantemente amaldiçoado, um gravador (instrumento inegável da verdade) e a dor nos intestinos… Essa foi a morte de Artêmio Cruz.
Morte resignada que teima em vingar.
Leitura resiganda, minha, em encontrar esse ocaso.


A Grande Questão dos Corpos

Ela tem necessidade de Auto-Afirmação.
Nem com reza vai encontrar.
A porta do carro fez som de batida
Depois que o  encontro foi…
Qualquer pessoa vai pensar,
vai ter muita dificuldade,
uma tremenda solidão
e voltar quebrada
na ansiedade
Seguinte.

‘Acho que nós fizemos’ (ele disse)

Se você tomar toda iniciativa
Tem que ajeitar, arrumar,
pessoas que já têm amizade
Naturalmente
A ansiedade afasta
Investindo em bogens de culinária, corte, costura.
E crianças…!

A chegada de murilo muda toda rotina.

.

.

Iniciativa:
Poesia do imediato

22:00 horas – Assistindo Fantástico


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