Arquivo da categoria: CARNIÇA

O Espírito da América Universal

El abrazo del amor universal..

3 atristas e o espírito da América universal

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◊ Frida Kahlo (1907 – 54): Mexicana, morou nos EUA, expôs suas obras na Europa. Conforme o filme feito sobre a vida da artista (direção Julie Taymor com Salma Hayek no papel da Pintora – 2002 – Excelente aliás), Diego Rivera, marido de Frida, disse: “eu pinto aquilo que vejo, você, aquilo que sente”. Suas pinturas intrincadas e cheias de significados individuais (auto-retratos são recorrentes) nos mostra uma crueza surreal, mesmo que a artista negue essa vertente.
◊ Merceses Sosa(1935): Cantora Argentina que carrega onde vai suas influências “andinas”. Mesmo se apresentando em vários países do mundol, manteve-se fiel a um enraizamento característico e natural. Mercedes não canta, luta a partir de suas músicas.
◊ Pablo Neruda (1904 – 73) dispensa comentários. É chileno de nascença, mas quem o obrigaria ao pertencimento de apenas um lugar? Poeta, cônsul, senador, político engajado. Viajou daqui pra lá, de lá pra cá, de acolá pra acoalí: Índia, Ceilão, Argentina, Espanha… Sua poesia reflete a dor do seu povo, a esperança e a verdade que nunca consegue ser jogada por baixo dos panos. Talvez o poeta “latino” (odeio esse termo mas vá lá) mais conceituado e conhecido mundialmente.

Fica então, o começo iexorável de Canto General de Neruda, a música Sólo le pido a Dios (León Gienco) interpretadada por Sosa e as belíssimas imagens dos retratos de Kahlo (a primeira é, para mim, especial. chama-se El abrazo del amor universal). Espero que gostem.

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Amor américa (1400)

Antes que la peluca y la casaca
Fueron los ríos, ríos arteriales:
Fueron las cordilleras en cuya onda raída
El cóndor o la neve parecían inmóviles:
Fue la humedád y la espesura, el trueno
Sin nombre, todavía, las pampas planetarias

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Considerações adicionais (pra quem quiser): Continue lendo


A História da Perversão Humana

Meya Culpa - José d'Almeida e Maria Flores

Meya Culpa - José d'Almeida e Maria Flores

Creio. Creio não. Tenho certeza que já existe uma história da perversão humana. Mas não, não, não… Não uma analogia psicológica dos excessos e das patologias. Nem uma genealogia. Muito menos um livretinho que comece nos sonhos eróticos e termine no catálogo e distribuição do ato (abre a perna assim, assopra aqui, põe o dedinho ali, cospe aqui). Falo sobre um livro que disseque e destrinche, que sature e dissolva as mais perversas das perversões. Continue lendo


Propositalmente Explícita

O dia da criação nº 2

As cenas são de uma vulgaridade propositalmente explícta. A primeira mais que a segunda. O nome: O Dia da Criação. Óbvio que pretende uma afronta. Remete assim uma peculiaridade que apenas a um deus seria capaz: a inexistência do prévio, dos conceitos prontos,  das identidade feitas. Quando coloca o pensamento nesse sentido o autor se pergunta: Não seriam (ou não poderíam ser) esses seres – simplesmente – assim? Por que não?!

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